14.1.11

Ma cinquième aventure à Paris. (Day 2)

A manhã de terça-feira começou com algum atraso. Éramos para ter saído do Hotel mais cedo, mas tal não foi possível, à conta do banho matinal de cada uma de nós. Já não me recordo bem a que horas saímos, mas deviam ser umas 9h30. Do que me recordo bem é da chuva. Choveu quase todo o dia! Felizmente, levámos connosco guarda-chuvas. Tomámos o pequeno-almoço num estabelecimento ao lado da Pomme Rouge da noite anterior. Lá, paguei 6€ e pouco por um lait chaud, um croissant e um copo de sumo semi-natural de laranja (dos copos compridos). Soube mesmo bem! No nosso Hotel o pequeno almoço era a 12€ por pessoa/dia, ou seja, um exagero. A seguir entrámos no Metro (a mãe da M. queria ir de bus) e fomos até Charles de Gaulle - Étoile, onde está situado o Arco do Triunfo, o monumento em homenagem às vitórias do exército de Napoleão Bonaparte. O que é que vimos nos ecrãs por baixo da superfície? A anunciarem um acidente grave numa das linhas de Metro. Conclusão, a mãe da M. ficou ainda mais aterrorizada do que já estava.

Vislumbrámos a larga e prestigiada Avenue de Champs Élisées a pé. Entrámos em algumas das lojas. Mas... só de olhar para as vitrines de marcas tão conhecidas e faladas já enche o ego a muita gente. Naquela enorme avenida também se encontrava um Mercado de Natal, desta vez as casinhas eram de cor branca.

No fundo da avenida, na Place de la Concorde, a maior de Paris, encontrámos uma roda gigante. Inicialmente queria ir, queria andar. O preço era apenas de 10€, só que, como não me estava a sentir bem, não fui. As minhas mãos estavam completamente congeladas à conta da chuva e do frio. Não levei nenhumas luvas e arrependi-me tanto disso!


Voltando à Place de la Concorde que eu gosto muito, foi o cenário de muitos suplícios durante a Revolução Francesa, nomeadamente a vida de Louis XVI e de Maria Antonieta. Nesta praça o que mais me fascina é a fonte de Jacques Hittorff, de inspiração romana com oito estátuas, cada uma delas representa uma cidade francesa diferente.

Seguindo o caminho, entra-se de imediato no Jardin des Tuileries,que é considerado desde 1991 património mundial da UNESCO. Do jardim vai-se ter ao Arco do Triunfo do Carrousel, também da autoria de Napoleão Bonaparte, com referências ao Arco de Severo, em Roma. Por trás disso encontram-se as pirâmides e o Musée du Louvre. A M. ficou completamente rendida. Só pensava em posar para tirar daquelas fotos a fazer-se que estava a tocar na obra de arte. Conseguimos, mas nem queiram imaginar quantas foi preciso tirar!

Daí, passámos para o outro lado do rio Sena, pela Pont des Arts, que até fiquei surpreendida porque das outras vezes que estive em Paris ainda não tinha pegado a moda dos cadeados. Fomos finalmente almoçar. Já passava pouco das 14h (eu que estou habituada a almoçar às 12h). Foi num restaurante italiano. Bem saboroso! A comida caiu-me que nem uma maravilha, e nem tivemos de esperar tanto pelo menu. Serviço gentil, rápido e barato. Estava-se tão bem no quentinho. Eu já nem queria sair de lá. A chuva continuava, mas lá teve de ser. E fomos diretinhas à Notre Dame.

Da catedral passámos para o Panthéon. Aí, tive uma desilusão. Não é que em frente da Igreja tinham árvores de Natal à exposição? Tapavam completamente a entrada e a vista! Achámos aquilo mal exposto. E à conta disso nem ficámos ali muito tempo. Demos a volta, e seguimos o Jardin du Luxembourg, o Musée du Luxembourg, e umas outras ruas até que finalmente entrámos na Rue de Rennes e parecia que estávamos na Times Square, em Nova Iorque, à conta da Tour Montparnasse que não passa despercebida a ninguém dada a altura que tem, e as iluminações de Natal daquela rua.

Visitámos as Galeries de Lafayette (tipo o El Corte Inglés), mas não achámos nada de especial. Já nos sentíamos um bocado cansadas. Isto de andar todo o dia a pé tem muito que se lhe diga. Só que dali não fomos logo para o Hotel. Fomos até o Moulin Rouge (dispensa apresentações). Desta vez de Metro dado a distância. No entanto, voltámos a ver no ecrã outro acidente numa outra linha de Metro! Dois num dia é dose! Adiante, o famoso moinho visto de noite tem outro encanto.

Depois de nos termos deixado fascinar por este belo local, fomos às compras à Place de Clichy, novamente a pé. Fomos a um supermercado buscar umas coisitas para termos no Hotel, mas também o nosso lanche para a quarta-feira. Como era de noite, e já estávamos mais para lá do que para cá, retomámos ao nosso quarto, ansiosas pelo dia seguinte.

1 comentário:

Lacorrilha disse...

Eu se me apanho em Paris até digo que é mentira.