13.7.16

Campeões da Europa

Eu ainda não desci à Terra. É difícil expressar-me quando estou com as emoções afloradas, em alta. Sermos campeões da Europa é extraordinário. Mas ter sido o Éder, o Éder a marcar o golo foi a cereja no topo do bolo, um verdadeiro sonho para mim! Não foi por acaso que escolhi ter a camisola dele, deste Europeu, como podem ver no post abaixo. Eu sou assim, quando gosto de alguém gosto mesmo à séria. Conheço o Eder desde a sua passagem pelo Braga, veio em 2012, e desde então que o admiro. Tanto, mas tanto! Pela pessoa que é, pelo profissional que é. Sei o que ele é, o que passou e o que vale. A equipa mereceu muito, mas ninguém mereceu mais aquele-este momento do que o Eder. Foi uma chapada de luva branca para quase 11 milhões de portugueses! Leiam o texto que se segue após a foto. Foi escrito por um amigo, e descreve na perfeição o percurso de vida do homem de que se fala.
 
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"Herói improvável. É assim que muitos passaram a referir-se a Éder após o grande golo que deu o Euro a Portugal. Como disse alguém, o golo mais importante da história de Portugal. Herói, sim, sem dúvida. Mas… improvável?! Só para quem não conhece Éder. E quem não conhece Éder é a maior parte dos adeptos de futebol, agarrados ao seu egocentrismo de adeptos dos “grandes”, aqueles que olham para a seleção apenas como o sítio para onde vão os seus “craques”. Para esses, de facto, Éder é um herói improvável. Para esses, Éder era o “meco”, o “cone”, o “poste”, o “pinheiro”, o inútil, o tosco. Para esses todos, que hipocritamente agora chamam “herói improvável” ao Éder, ele não passava de um erro de casting na seleção. Particularmente na televisão, naqueles debates em que jornalistas parciais e jogadores reformados atiram uns “bitaites” a troco de milhares de euros, para esses e até para alguns jornalistas, especialmente na televisão do Estado, Éder nunca deveria ser convocado. Mas são esses que agora mais palminhas batem e mais poesia nacionalista fazem.  O certo, meus amigos é que nós, braguistas, conhecemos o verdadeiro Éder: o verdadeiro HERÓI DA VIDA; um homem que lutou desde que nasceu; um homem habituado à maldade, ao oportunismo, ao egoísmo de outros. Por isso, a forma como foi maltratado pelos doutores “paineleiros”, não surpreendeu nem derrotou. Talvez até lhe tenha dado força para chegar a este desfecho. Eder nunca foi jogador dos “grandes”; esses preferem estrangeiros; é um homem que sabe o que é lutar com sangue, suor e lágrimas. Nasceu em Bissau e depressa veio para Portugal com os pais. Mas estes não tinham condições para o criar e acabou por ser internado em instituições. Foi nessa altura que veio parar a Braga. Talvez fosse uma premonição do que viria a acontecer mais tarde, porque seria Braga a cidade que o lançou na estrado do sucesso. Mas nessa altura, Éder pouco mais era que um bebé e foi integrado na obra do Frei Gil, na nossa cidade; depois foi para Coimbra, para o Lar Girassol, onde passou a adolescência, onde aprendeu a jogar à bola. Depressa chamou a atenção de um pequeno clube, o Adémia. Daí se transferiu para o Tourizense, onde ganhou o primeiro ordenado, que ofereceu à mãe. Alguns anos mais tarde, já com 20 primaveras, chamou a atenção da Académica, depois de dois anos de indecisão, em que o clube de Coimbra prometia mas acabava por não o inscrever por não ser comunitário. Foi nessa altura que Éder pensou desistir da carreira; mas esse era apenas um episódio no seu trajeto de luta e sucesso. E foi depois o SC de Braga quem lançou Éder na estrada do sucesso; sem formação, como outros, Éder tornou-se craque em Braga. Foi aqui que nos habituamos a ver nele não o cone ou o poste, mas o inquebrantável lutador que ganha imensas bolas no meio campo adversário, que rompe com a bola nos pés, que joga como ninguém de costas para a baliza, que faz assistências primorosas, que é, em suma, um enorme ponta de lança e um enorme ser humano. É este o Éder que nós conhecemos e que a maioria teve o desplante de julgar erradamente.” 

by Cardoso, DM

8 comentários:

Marisa Raquel Fonseca disse...

Nunca entendi o porquê de falarem do Éder! Fico muito feliz por esta sua superação e estou como tu, Não desço à terra!
Beijinhos linda!
Coco and Jeans by Marisa

disse...

É um orgulho enorme ter a selecção como campeã *.*
Beijinhos ^^

Andreia Morais disse...

Foi mesmo uma chapada de luva branca!

Andreia Barbosa disse...

De facto ainda me custa também acreditar que somos campeões europeus. Parece algo surreal!
Não conhecia muito o Éder, mas do pouco que vi nos jogos gostava da prestação dele. Ainda bem que marcou na final para ao menos o mundo deitar os olhos nele!

http://cidadadomundodesconhecido.blogspot.pt/

Marli Neves disse...

Um orgulho, campeões!

Marli, do My Own Anatomy ☀

Inês Silva disse...

foi completamente incrível :D

www.pinkie-love-forever.blogspot.com

Amanda Souza disse...

Parabéns pela conquista da Euro! Muito legal ver que você gosta de futebol, eu também gosto muito, pena que o Brasil está deixando a desejar...
Beijos!

nosdefada.com

Cidchen disse...

Marisa @ É o perconceito. Os portugueses gostam muito de falar só porque sim! Porque está na moda, porque os outros falam, etc.

Mó @ Um orgulho imenso. Ja desci um bocado à Terra, mas mesmo assim... continua a ser uma festa.

Andreia Morais @ O próprio diz que não, mas foi mesmo uma chapada. E bem dada.

Andreia Barbosa @ Yap, ainda bem que ele conseguiu o feito histórico.

Marli @ Campeões, campeões... nós somos campeões!

Inês @ Descrição perfeita. Incrível. Todo o rolar daquele jogo final.

Amanda @ Obrigada! Sim, eu adoro futebol. É uma das minhas paixões. Ainda bem temos isso em comum. :D