20.6.05

O poema do Amor


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e nao se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um nao querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
@ by Luís de Camões

2 comentários:

Anónimo disse...

Por acaso....o poema é engraçadinho ;) e tem coisas q parece k fazem sentido :P
* * *

Cidchen disse...

O meu coraç?o tá muito bem tratado...
Felizmente n?o anda a sofrer...
Bjinhos